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A internacionalização da pesquisa científica segue como um dos pilares estratégicos para o fortalecimento da produção acadêmica brasileira. Nesse contexto, parcerias entre instituições nacionais e estrangeiras têm ampliado o alcance, a qualidade e o impacto dos estudos desenvolvidos no país.
Um exemplo recente desse movimento é a publicação de dois artigos científicos desenvolvidos em colaboração entre pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da HEC Montréal e do PET/COPPE/UFRJ.
O primeiro artigo, intitulado “The Charger Location Problem with Routing and Driver Working Hours for Long-Haul Electric Heavy-Duty Trucks”, aborda desafios logísticos relacionados à transição energética no transporte de cargas. O estudo propõe modelos de otimização para definição de localização de estações de recarga, roteamento de veículos elétricos pesados e organização das jornadas de trabalho de motoristas, considerando restrições operacionais e regulatórias.
A publicação reúne os pesquisadores Conrado Vidotte Plaza, Okan Arslan, Gilbert Laporte, Glaydston Mattos Ribeiro, Laura Bahiense e Glaubos Clímaco, evidenciando a forte integração entre grupos de pesquisa do Brasil e do Canadá.
Já o segundo artigo "A bi-objective sub-path location model for the flow refuelling location problem" também reforça essa cooperação internacional, abordando problemas avançados na área de otimização e sistemas inteligentes aplicados à engenharia e à logística, ampliando o diálogo científico entre as instituições parceiras.
A publicação reúne os pesquisadores Bruno Salezze Vieira, Glaydston Mattos Ribeiro, Antônio Augusto Chaves.
A internacionalização, portanto, não apenas amplia fronteiras acadêmicas, mas também contribui diretamente para o avanço de soluções em áreas estratégicas, como mobilidade sustentável, logística e engenharia de sistemas complexos.
Os artigos completos podem ser acessados AQUI, permitindo aprofundar a compreensão sobre os temas abordados e os avanços propostos pelos pesquisadores.
Título: “Biometano como Alternativa Energética Sustentável: Hierarquização das Fontes de Biomassa para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.”
Palestrante: Juliana Gomes Martins
Orientador: Marcio de Almeida D’Agosto
Data: 06/04/2026
Horário: 11:30
Local: Remoto
Acesse a Transmissão AQUI
Banca Examinadora:
Prof. Marcio de Almeida D’Agosto– PET/COPPE/UFRJ
Prof. Lino Guimarães Marujo - PET/COPPE/UFRJ
Prof. Daniel Neves Schmitz Gonçalves – Pós-Doc/PET/COPPE/UFRJ
Título: “Otimização Espacial da Localização de Equipamentos de Transporte Público: Uma Abordagem Gis–Mcdm Aplicada a Sistemas de Bicicletas Compartilhadas.”
Palestrante: Victor Sousa Sales
Orientador: Glaydston Mattos Ribeiro
Data: 23/03/2026
Horário: 16h
Local: Remoto
Acesse a Transmissão AQUI
Banca Examinadora:
Prof. Glaydston Mattos Ribeiro – PET/COPPE/UFRJ
Prof. Marcelino Aurélio Vieira da Silva - POLI/UFRJ
Título: “Desenvolvimento de Metodologia para Localização de Pontos de Ônibus no Transporte Público Sob a Perspectiva da Equidade: Estudo de Caso na Ilha do Governador, RJ”
Palestrante: Daniel Kim Imai
Orientador: Glaydston Mattos Ribeiro
Data: 26/03/2026
Horário: 11:00
Local: Remoto
Acesse a Transmissão AQUI
Banca Examinadora:
Prof. Glaydston Mattos Ribeiro – PET/COPPE/UFRJ
Prof. Matheus Henrique de Sousa Oliveira - PET/COPPE/UFRJ
Em entrevista ao Diário do Transporte, a diretora de Mobilidade Urbana da Semove, Richele Cabral, destacou que a agenda ambiental do setor de transportes não deve se limitar apenas à eletrificação da frota de ônibus.
Segundo a diretora, estudos conduzidos pela Coppe/UFRJ e pela Confederação Nacional do Transporte, em parceria com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, apontam que o aumento do número de passageiros no transporte público pode gerar impactos climáticos tão significativos quanto a eletrificação total da frota de ônibus no país.
A lógica, segundo os estudos, é simples: quanto mais pessoas utilizam o transporte coletivo, menor é a quantidade de carros e motocicletas em circulação nas ruas, reduzindo diretamente a emissão de poluentes e o congestionamento urbano.
Richele Cabral reforçou que a transição energética é essencial, mas precisa caminhar de forma integrada com políticas públicas que incentivem o uso do transporte coletivo. Para ela, tornar o serviço mais eficiente, acessível e atrativo é um passo fundamental para alcançar resultados ambientais mais amplos e sustentáveis.
A diretora também destacou que a discussão sobre mobilidade urbana deve considerar não apenas tecnologias limpas, mas mudanças no comportamento da população e investimentos estruturais que priorizem o transporte público.
Fonte: Linkedin