Accessibility Tools

31 03 PET Caminhadas e pedaladas podem NoticiaAs discussões sobre mobilidade urbana no Brasil têm ganhado novos contornos diante dos desafios crescentes das grandes cidades. Nesse contexto, o professor Glaydston Ribeiro destaca que caminhadas e pedaladas podem ser parte real da solução, mas ressalta que essas alternativas devem estar integradas a um sistema de transporte mais amplo e eficiente.

Segundo o professor, a ampliação de vias para automóveis não resolve os problemas estruturais da mobilidade urbana. Pelo contrário, essa estratégia tende a incentivar ainda mais o uso de veículos individuais, agravando questões como congestionamentos, poluição e desigualdade no acesso ao transporte.

O especialista defende a priorização de modais coletivos de alta capacidade, como metrôs, trens e corredores de ônibus, aliados a uma melhor integração com formas de mobilidade ativa, como o uso da bicicleta e os deslocamentos a pé.

Para ele, investir em planejamento urbano integrado é essencial para garantir cidades mais sustentáveis, acessíveis e eficientes. Isso inclui a criação de infraestrutura adequada para ciclistas e pedestres, além da conexão eficiente entre diferentes meios de transporte.

O debate reforça a necessidade de repensar as políticas públicas voltadas à mobilidade, priorizando soluções que promovam qualidade de vida, redução de emissões e inclusão social.

Fonte: Globo

27 03 PET Coppe UFRJ propõe otimização Noticia 374A eletrificação do transporte de cargas no Brasil ainda enfrenta desafios estruturais significativos. Atualmente, apenas 0,4% da frota nacional de caminhões é eletrificada, segundo dados da Mirow & Co., evidenciando que a transição energética no setor depende não apenas da adoção de veículos elétricos, mas, sobretudo, da existência de uma infraestrutura de recarga robusta e estrategicamente distribuída.

Apesar de o país contar com mais de 12 mil pontos de recarga, a maior parte é de baixa potência, voltada para veículos leves e concentrada em áreas urbanas. Em rodovias, a realidade é diferente: muitas não possuem acesso a redes de média ou alta tensão, essenciais para a instalação de carregadores ultrarrápidos. Esse cenário cria um gargalo logístico que limita a eletrificação do transporte de longa distância, restringindo iniciativas a projetos privados, geralmente vinculados a centros de distribuição.

Diante desse contexto, pesquisadores do Laboratório de Otimização e Sistemas de Informações Geográficas (OptGis), do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, estão desenvolvendo soluções inovadoras para orientar a expansão da infraestrutura de eletropostos no país. Sob a coordenação do professor Glaydston Ribeiro (PET/COPPE/UFRJ), o estudo utiliza modelos avançados de otimização que cruzam dados sobre a autonomia de veículos elétricos com os pontos de parada obrigatória dos motoristas.

A proposta permite que os caminhões realizem a recarga durante os períodos de descanso, aumentando a eficiência operacional e reduzindo custos logísticos. “A rede de transporte existe, mas precisamos de uma rede de alimentação para os eletropostos. O OptGis calcula onde o sistema elétrico local suporta essa carga extra sem colapsar, fornecendo um mapa técnico para orientar investimentos prioritários”, destaca o professor.

O avanço dessa linha de pesquisa foi impulsionado pela recente inauguração das novas instalações do OptGis, no Centro de Tecnologia da UFRJ, consolidando o laboratório como um hub multidisciplinar de inteligência aplicada à logística e à mobilidade sustentável. Equipado com infraestrutura computacional de alto desempenho, o espaço permite o processamento de modelos complexos em larga escala.

Com apoio de agências como a FAPERJ e o CNPq, o OptGis se posiciona como um importante centro de desenvolvimento de soluções para a transição energética no Brasil. Ao oferecer análises técnicas e recomendações estratégicas, o laboratório contribui diretamente para a tomada de decisão por parte de gestores públicos e empresas privadas, acelerando a descarbonização e promovendo uma logística mais eficiente, sustentável e alinhada às demandas do futuro.

Fonte: COPPE UFRJ

5051091791630043039

A produção científica desenvolvida no Brasil segue avançando em temas estratégicos para a transição energética e a sustentabilidade industrial. Nesse contexto, um estudo recente com participação do professor Lino Marujo traz uma contribuição relevante ao analisar a viabilidade sustentável da reciclagem de unidades offshore do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading).

Publicado na revista Sustainability, o artigo propõe uma abordagem inovadora ao integrar o método de simulação de Monte Carlo com indicadores ESG (Environmental, Social and Governance), permitindo uma avaliação mais robusta dos impactos econômicos, ambientais e sociais envolvidos no processo de descomissionamento e reciclagem dessas estruturas.

O estudo destaca que o uso de simulações probabilísticas possibilita lidar com incertezas de mercado, como variações nos preços de sucata e custos operacionais, oferecendo uma visão mais realista da viabilidade econômica da reciclagem de plataformas offshore. Resultados semelhantes em pesquisas da área indicam que esse tipo de abordagem pode demonstrar cenários com retorno financeiro positivo, mesmo diante de oscilações de mercado .

Além do aspecto econômico, o trabalho incorpora métricas ESG para avaliar os impactos ambientais e sociais da atividade, reforçando a importância de práticas sustentáveis na indústria de óleo e gás. A integração desses indicadores permite compreender não apenas a rentabilidade, mas também os benefícios associados à redução de impactos ambientais, ao reaproveitamento de materiais e à promoção de cadeias produtivas mais responsáveis.

A pesquisa também dialoga com um cenário global em que plataformas offshore estão atingindo o fim de sua vida útil, tornando o descomissionamento e a reciclagem temas cada vez mais relevantes. Nesse contexto, o desenvolvimento de modelos que conciliem viabilidade econômica e responsabilidade socioambiental é fundamental para orientar políticas públicas e decisões empresariais.

Leia o Artigo completo AQUI

Fonte: MDPI

25 03 PET Prof Suzana Kahn Noticia 374A professora Suzana Kahn (PET/COPPE/UFRJ), docente do Programa de Engenharia de Transportes e diretora da COPPE/UFRJ, participou do Painel 1 do evento CREA Aqui, realizado no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, reunindo especialistas para discutir os caminhos da inovação, sustentabilidade e transformação nas áreas de engenharia e mobilidade.

Durante sua participação, Suzana Kahn (PET/COPPE/UFRJ) destacou a importância da integração entre conhecimento acadêmico, políticas públicas e desenvolvimento tecnológico para enfrentar os desafios contemporâneos, especialmente no contexto da transição energética e da mobilidade sustentável.

A docente também reforçou o papel estratégico das universidades, em especial da COPPE/UFRJ, na formação de profissionais altamente qualificados e na produção de soluções inovadoras que impactam diretamente a sociedade e o desenvolvimento do país.

O painel proporcionou um ambiente de troca entre especialistas, profissionais e estudantes, evidenciando a relevância de iniciativas como o CREA Aqui para promover conexões, compartilhar experiências e impulsionar o avanço das engenharias no Brasil.

A participação da professora Suzana Kahn (PET/COPPE/UFRJ) reafirma o protagonismo da instituição em debates de alto nível e sua contribuição ativa na construção de soluções sustentáveis para o futuro.

Clique AQUI para assistir o video.

 

19 03 PET Defesa de Dissertação Juliana Gomes Noticia 374Título: “Análise Comparativa de Algoritmos de Machine Learning na Predição de Desempenho de Pavimentos: Um Estudo de Caso em Rodovias Concedidas no Brasil.”

Palestrante:  Caio César Jordão Canella Gomes

Orientadora: Sandra Oda

Data: 30/03/2025
Horário: 08h30
Local: Remoto

Acesse a Transmissão AQUI

Banca Examinadora:
Prof.ª Sandra Oda– PET/COPPE/UFRJ
Prof. Pedro Henrique Gonzalez Silva– PESC/COPPE/UFRJ

Topo